sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Brasil racista: uma ova!

Sabemos muito bem que o racismo possui raízes históricas profundas, sabemos também que o racismo em termos legislativos no passado era considerado “legal”, o séc. XVI foi uma tortura ambiental, étnica, mercantil e “trabalhista”.
A linha cronológica da terra do Pau-brasil foi sobrepujada pela exploração e como qualquer fato histórico dessa magnitude desastrosa, deixa marcas que demoram a cicatrizar.
Após 5 séculos há quem diga que essa ferida racial ainda está aberta,que o racismo vigora na sociedade mais veemente força de outrora, seria isso verdade?
Talvez em um país de 200 milhões de habitantes há grande probabilidade de casos isolados, mas nossa sociedade constituir-se apenas em sua parte integral de racistas é algo que as pesquisas refutam rapidamente.
A pesquisa feita com base no PNAD/2004 e analisada pela mestre em direito constitucional da Universidade de Brasília (UNB), Roberta Kaufmann, mostra a mesma dificuldade de brancos, pretos e pardos de renda familiar compatível no acesso a universidade.
Sendo assim, o problema ao ingresso na universidade estaria restringido economicamente não racialmente, com essa lógica qual seria o sentido das cotas raciais? Para o racismo acabar de uma vez no Brasil, temos que nos libertar dessa vitimização e parar de cutucar a ferida quando ela está preste a sarar e lembrar que esse problema está na história, nos livros, mas não podemos trazer mais essa, que foi uma triste realidade - para o presente.

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